Acabou o quase! Confiança quebra escrita em SE com acesso à Série C

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Dezenove de outubro de 2014. Dezessete horas e cinquenta e sete minutos. Talvez, o apito final mais aguardado da história alvi-anil. Um domingo que o Estádio Presidente Médici se vestiu de azul e branco. Em Itabaiana, o Dragão exorcizou o estigma do “quase.” O grito de mais de 5 mil vozes ecoou nas arquibancadas. O Confiança é o primeiro clube sergipano a conseguir o acesso em Campeonatos Brasileiros com a bola rolando. Em 2015, o time proletário disputará a Série C.

O GloboEsporte.com relembra casos em que Confiança, Itabaiana e Sergipe bateram na trave, ao menos uma vez, na hora de alcançar a façanha de subir de divisão no Brasil dentro de campo.

A última vez que o Confiança esteve próximo ao acesso foi em 2008. O Dragão trilhou o caminho até o octogonal final da Série C. A campanha azulina empolgou. O Batistão lotou. Tanto é que o grito de guerra nas arquibancadas até se tornou letra de música: Vamos Subir Dragão! No entanto, o Confiança esbarrou nas próprias pernas na reta decisiva e a subida ficou no “quase.”

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Em 1998, foi a vez do Itabaiana. O Tricolor da Serra deixou 61 equipes para trás ao longo da competição, mas tropeçou no último passo. A uma vitória de chegar a Série B, a goleada por 5 x 0 diante do Anapolina-GO custou a classificação.

À época, o centroavante Pedro Costa era um dos protagonistas no elenco do Itabaiana. Hoje, aos 47 anos, ele ainda não esconde a decepção com a eliminação. O ex-jogador explica que a falta de organização da diretoria refletiu nas quatro linhas.

– Aquele time de 98 era a base que ganhou o Sergipano um ano antes. Freitas Nascimento era o nosso técnico. Perdemos a vaga em Goiás. Foi um apagão contra o Anapolina. Nunca vou esquecer aquilo. O Itabaiana não subiu porque não teve a organização que vejo no Confiança hoje. Foram dois meses de salários atrasados, além do não pagamento das nossas gratificações pela diretoria. Nós jogadores que fizemos um pacto, mas faltou apoio e comprometimento na reta final. Faltou aquela injeção financeira, sabe? Fiquei triste com a perda – revelou Pedro Costa.

Três anos antes, o Sergipe quase chegou à Série A. Quase. O Mais Querido foi eliminado nas quartas de final e o sonho de subir de divisão virou pesadelo com a sexta colocação geral na Série B.

Aos 41 anos, o ex-jogador Chicão diz que o sentimento de frustração no Brasileiro de 1995 se confundiu com a conquista do pentacampeonato sergipano no mesmo ano. Segundo ele, o Sergipe superou o rótulo de azarão, mas se abalou com a desconfiança da própria diretoria colorada.

– Entramos desacreditados naquela Série B. Logo de cara, pegamos uma primeira fase difícil contra Santa Cruz-PE e Central-PE. Sempre eram os azarões pra eles, mas também sempre ficamos na primeira colocação na chave. Não conseguimos o acesso pelo que aconteceu fora de campo. A diretoria dispensou muitos jogadores. Foram quase 11. O presidente achou que já tínhamos ido longe demais e passou a priorizar o Sergipano – contou o ex-jogador do Sergipe.

Fonte: Globoesporte.com

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