Apático, Confiança perde para o River Plate e dá adeus ao Sergipano

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Talvez poucas pessoas tenham se dado conta, mas River Plate e Confiança entraram em campo na noite desta quarta-feira, em Carmópolis, no Fernando França, para fazer a partida mais importante do ano até aqui para ambos. Aquela que garantiria a uma das duas equipes um calendário um tanto mais recheado no primeiro semestre de 2014, com o acesso à Copa do Nordeste. Além disso, estava em jogo uma vaga na final do Campeonato Sergipano, com chances de cavar também espaço na Copa do Brasil da próxima temporada e Série D deste ano. E quem sorriu com esse leque de benefícios foi o River Plate. Jogando em casa, os petroleiros precisavam da vitória, e conseguiram confirmá-la com um 2 a 1 sobre os azulinos e avançaram para a grande decisão do certame.

Lelê abriu o placar para o River ainda no primeiro tempo. Diego Neves empatou antes do intervalo. Na etapa complementar Claudiney colocou os petroleiros novamente na frente e confirmou a classificação do time do interior.

River Plate e Sergipe disputam o título do Estadual nos dois próximos domingos. Por ter sido o vice no primeiro turno, o time de Carmópolis também já está garantido na Copa do Brasil. Ao Confiança, resta no ano apenas a disputa da Copa do Brasil. O time está na disputa por vaga na terceira fase da competição. No próximo dia 23, enfrenta o Fortaleza no Castelão. Para avançar, precisa de vitória simples ou empate por dois ou mais gols.

O jogo teve arbitragem especial. O quarteto foi do quadro da Fifa, uma solicitação da diretoria do Confiança. Paulo Cesar de Oliveira fez uma arbitragem tranquila e garantiu um fim de jogo sem polêmicas.

Água fria

O Confiança jogava pelo empate, por isso já iniciou a partida em vantagem, mas levou um balde de água fria logo nos primeiros minutos. Aos 6 de partida, os carmopolitanos abriram o placar. Em jogada pela esquerda de Everton, ele tocou para Lelê, que encontrou Jerfesson mal posicionado e arriscou de fora da área, fazendo 1 a 0 para os donos da casa.

Logo em seguida, Fahel Júnior foi obrigado a fazer a primeira alteração no time com menos de 10 minutos de partida. Oliveira se machucou e deu lugar a Lismar. O Confiança sentiu o gol e passou a ser pressionado. Aos 22, o River Plate quase ampliou. Gabriel recebeu passe, avançou e chutou. A bola desviou na zaga proletária e por pouco não enganou Jerfesson, passando rente a trave. Lelê e Bibi também criaram boas oportunidades de marcar. Enquanto isso, os azulinos tentavam responder nos contra-ataques. Da Silva quase fez o dele. Porém, os petroleiros mostravam mais intensidade no setor de frente e levavam maior perigo.

Bibi, Lelê e Gabriel fizeram a defesa do Confiança trabalhar bastante. Porém, aos poucos, o time da capital foi se assentando taticamente para tentar reequilibrar as ações da partida. Wallace teve uma grande chance de empatar.O meia recebeu a bola, matou no peito e, na hora de concluir, escorregou. Márcio chegou com precisão e afastou o perigo.

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Redenção

Aos 37 minutos, veio a redenção do Confiança. O gol do alívio. Em falta cobrada por Augusto Ramos pela esquerda, a bola foi levantada na área, a zaga do River tentou afastar, mas quem ficou com a sobra foi Diego Neves, que cabeceou e deixou tudo igual. Depois do empate, o time do bairro Industrial cresceu no jogo e ainda tentou encurralar os adversários nos minutos finais da primeira etapa.

O segundo tempo começou disputado, com as duas equipes tentando jogar em velocidade e surpreender o adversário. Com o resultado em seu favor, o Confiança se resguardava um pouco mais, tentando proteger melhor a defesa e vez ou outra encaixava o contra-ataque.

Outro baque

Mas o River Plate mais uma vez conseguiu ficar à frente do marcador. E o golpe foi fatal para o Confiança. Aos 20 minutos da etapa complementar, Claudiney recebeu a bola, passou pela zaga proletária e completou bem para o fundo da rede, fazerdo 2 a 1 para o Ouro Negro. A situação voltou a ficar dramática para os azuis, que viram o rival retomar a vantagem na luta pela vaga na decisão do Estadual.

Sabendo da necessidade de marcar, o técnico Fahel Júnior abriu mão do esquema com três zagueiros, sacando Valdson e colocando no jogo o meia ofensivo Paulinho Mossoró. Os azulinos correram atrás do empate e foram para cima do River. De cabeça, Diego Neves quase empatou, após cobrança de escanteio. Paulinho Mossoró também tentou, mas finalizou para fora. Não havia mais tempo para nada. Paulo Cesar apitou o fim da partida, fim do sonho proletário.

Fonte: Globoesporte.com

Foto: Filippe Araújo/ADC

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