Batistão tem amargado prejuízo em jogos

Foto: Jorge Henrique/ Equipe JC

Foto: Jorge Henrique/ Equipe JC

O que seria uma “arena” multiuso, nesses dois meses de reinaugurado, o Estádio Lourival Batista, hoje chamado “Arena Batistão”, tem recebido apenas partidas de futebol dos clubes sergipanos. Com jogos deficitários, o local que possui uma despesa mensal de R$ 196 mil, tem amargado prejuízo. De acordo com os borderôs dos 14 jogos realizados na arena, desde a sua reabertura, foram arrecadados R$ 171,4 mil.

A reportagem do Jornal da Cidade fez um levantamento com base nos borderôs das 14 partidas na arena entre jogos do Campeonato Sergipano, Copa do Nordeste e Copa do Brasil. Um exemplo do déficit para o estádio foi o jogo pela última rodada da 1ª fase da Copa do Nordeste envolvendo Socorrense e o Coruripe (AL). Com o público de apenas 102 torcedores pagantes e uma renda de R$ 2.040, a arena arrecadou, pasmem, R$ 204, o que equivale a 10% da renda. Até o momento este foi o menor público registrado na reabertura do estádio.

Os gastos são altos para conservação do estádio. Para manutenção do gramado, apontado como um dos melhores do Brasil, são gastos R$ 30 mil através de um contrato com a empresa responsável. As despesas ainda não são maiores porque ainda, a construtora responsável pela obra da arena não “repassou” o Estádio para o Governo do Estado por conta de alguns pequenos ajustes, com isso, despesas como a vigilância, ainda são pagas pela construtora.

Para o administrador da arena, Sidrack Marinho, devido às despesas deve se repensar o uso do estádio em jogos envolvendo equipes com torcida pequena. “Aqui não pode ter jogo considerado pequeno”, apontou, como deverá ocorrer no próximo dia 18, quando o Socorrense receberá o Estanciano pelo Campeonato Sergipano.

O Confiança foi o time que mais usou a arena. No total de 14 jogos no estádio, nove tiveram a equipe azulina em campo. Dessas nove partidas, sete tiveram o Confiança como mandante, um deles contra o rival Sergipe, em uma arrecadação total de R$ 723.822.

É também do Confiança, o maior público registrado até o momento na arena. Na reabertura do Estádio, o time sergipano recebeu o Vitória da Bahia, pela Copa do Nordeste. Foram R$ 391,5 mil de renda para um público de 12.230 pagantes. Público parecido com o clássico contra o Sergipe, pelo Campeonato Sergipano, no qual 12.200 torcedores pagaram ingresso com uma arrecadação de R$ 273.460 .

Pulando nas cadeiras

Para Sidrack Marinho, as despesas poderiam ser maiores por causa de atos de falta de educação de alguns torcedores que insistem em assistir os jogos em pé nas cadeiras. “A sorte é que o material é de qualidade, mas alguns torcedores pulam e assistem o jogo inteiro com os pés nas cadeiras. Não há necessidade de subir nas cadeiras”, reclamou. No lado que separa as cadeiras brancas das vermelhas há um vidro quebrado, mas Sidrack tratou logo de isentar os torcedores. “Tem um mês que estava quebrada e não teria sido em consequência de uma ação de torcedores”, afirmou ele, que diz está contando com o apoio de muito frequentadores da arena.

O administrador também fez um alerta para alguns clubes. “Tem jogos aqui que o vestiário parece um chiqueiro. Já encontramos sobras de melancias e bananas dentro das banheiras de hidromassagem”, comentou. A Arena Batistão tem nove pessoas responsáveis pela limpeza de banheiros, vestiários e toda a área do estádio.

Sidrack lamentou ainda o comportamento de alguns torcedores quanto ao uso dos banheiros. A reportagem do JORNAL DA CIDADE entrou em um deles e flagrou copos descartáveis jogados dentro do vaso sanitário e urina dentro dos vasos de lixo. “Isso acontece sempre”, disse uma funcionária, observando que torcedores tem usado os banheiros para uso de drogas. “Já encontrei uns dois pinos de cocaína aqui”, disse.

Para evitar uma sujeira ainda maior e qualquer complicação quanto a perda de mando de campo por parte do time mandante, Sidrack informou que tem orientado que os torcedores não tenham acesso as cadeiras com latas de cerveja ou refrigerante, como também garrafas plásticas.

Fonte: Jornal da Cidade

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