Confiança oficializa adesão ao Profut e parcela dívidas de quase 500 mil

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Foto: João Áquila / GloboEsporte.com

O Confiança aderiu a Lei de Responsabilidade Fiscal do Futebol (Profut). Foi o que foi anunciado pelo presidente do clube, Luiz Roberto, e pelo diretor financeiro e contábil, Wladimir Torres, em entrevista coletiva à imprensa na tarde desta segunda-feira, no salão de festa do Estádio Sabino Ribeiro. O Dragão refinanciou suas dívidas fiscais em 240 meses (20 anos) e deverá pagar valor mínimo, segundo cálculos da diretoria.

– Deu muito trabalho. Realizamos uma verdadeira varredura nas contas do Confiança dos últimos 30 anos. Conseguimos atender as exigências do governo e inscrevemos o clube no Profut. Dívidas como FGTS, PIS, INSS e débitos com o Ministério do Trabalho e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional serão parceladas e teremos condições de pagá-las – contou Wladimir Torres, diretor financeiro e contábil do Confiança.

– É um grande negócio para o Confiança. Vamos pagar as dívidas de gestões passadas e iremos obrigar a modernização da diretoria do clube. Agora, teremos que pagar estas dívidas e manter em dia nossas obrigações fiscais. Creio que será um grande avanço para o Confiança, pois teremos também certidão negativa junto aos órgãos públicos – comemorou Luiz Roberto, presidente do Dragão.

Segundo os diretores, o Confiança tem uma dívida estimada em R$ 500 mil divididas com a União entre as arrecadações tributárias e previdenciárias. Se as contas do Dragão estiverem corretas, o clube pagará o valor mínimo na mensalidade, que é de três mil reais.

Para permanecer no programa, o Confiança deve cumprir com uma série de contrapartidas: não poderá mais antecipar receitas, como os direitos de televisão, previstas para depois do término da gestão vigente (exceto um limite de 30% para reduzir a dívida), e só poderá usar 80% de suas receitas brutas obtidas com o futebol para o pagamento da folha salarial e direitos de imagem de atletas da modalidade.

Os dirigentes agora poderão responder individualmente por práticas de gestão temerária durante seus mandatos. As punições pelo não cumprimento a tais exigências vão de inelegibilidade dos cartolas por até dez anos, afastamento do cargo, e a possibilidade de responder solidariamente por atos irregulares praticados em gestões anteriores.

Fonte: Globoesporte.com