Confiança perde invencibilidade na véspera do clássico

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No confronto que marcava o encontro entre o lanterna e o líder do Campeonato Sergipano, o River surpreendeu e bateu o Confiança dentro do Batistão. O Dragão sofre sua primeira derrota no torneio, exatamente no jogo de antecede o clássico contra o rival Sergipe.

O jogo teve como atrações a estreia de Raulino, ex-Itabaiana, e Bibi que na primeira partida deram provas de que serão o diferencial da equipe de Carmópolis na sequência do torneio. Já o Confiança sentiu a falta do seu principal jogador no torneio, o volante Richardson, suspenso com 3 amarelos.

Com um gol de Pedrinho ainda no primeiro tempo, o River focou em fechar a defesa e viu o adversário atacar com força total, desperdiçar uma série de chances e sair sem nenhum gol no placar.

O confronto

O jogo começou com muita movimentação e toque de bola, mas que não se transformaram em finalizações de perigo. Apenas aos 10 minutos o River chegou com perigo, quando Raulino passou, Leandro Kivel subiu bem de cabeça mas Jeferson encaixou bem.

O período inicial da partida, até os 15 minutos, teve pouca emoção, mas deu os caminhos das equipes para chegar ao gol. Enquanto Confiança via espaços nas costas das laterais adversárias, o River apostava nas tabelas no seu campo ofensivo, forçando a saída dos zagueiros azulinos.

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Aos 17 minutos o Dragão teve sua melhor chance na primeira etapa, com Angelo. O lateral aproveitou vacilo de Pedrinho, roubou a bola, invadiu a área e bateu cruzado. A bola atravessou toda a frente do gol e ninguém encostou.

Aos 22 minutos foi a vez do River assustar, com a redenção de Pedrinho, que cobrou uma falta fechada do lado direito e quase assuta o jovem goleiro Jeferson, que saltou e mandou para escanteio.

Não demorou muito e Lelê carregou na esquerda, passou pelo zagueiro e cruzou à meia altura. A bola passou por Leandro Kível , mas o elemento surpresa foi Pedrinho, que estava bem posicionado para finalizar. Um belo gol de um River totalmente diferente do que se apresentava no Sergipão 2013, surpreendendo positivamente no seu futebol.

O gol fez o time de Carmópolis jogar com mais cautela, e tocando a bola para manter o domínio. Enquanto isso o Confiança sentia a falta da participação do seu meio de campo. Paulinho Mossoró e Gilmar, muito marcados, não conseguiam fazer a bola girar, abrir as jogadas e gerar a movimentação.

Com isso o Confiança se limitava a buscar atacar com lançamentos para Diego Neves, que não conseguia vencer a zaga do Ouro Negro. Da Silva, mesmo com sua movimentação característica, não conseguiu participar de lances de perigo.

A torcida reclamava da quantidade de faltas marcadas a favor do River na proximidade da área, enquanto o River não aproveitava as oportunidades.

O período final do primeiro tempo, a partir dos 30 minutos, também teve essa característica. Apesar das investidas pelo lado esquerdo com o Pimentinha, nenhum lance chegou a assustar o goleiro Pablo, que só trabalhou em dois lances de bola parada.

Na saída para os vestiários muita reclamação do torcedor proletário. As vaias recaíram tanto sobre a atuação da equipe, como para o trabalho do arbitro Diego da Silva.

Segundo tempo

O período inicial do segundo tempo começou com domínio do Confiança. Quem assustou, no entanto, foi o River, mum chute cruzado de Lelê. O Dragão voltou da mesma forma que saiu do primeiro tempo, mas mudou logo aos 5 minutos: Gilmar saiu, vaiado, para a entrada de Jean Alisson.

O Confiança passou a jogar com três atacantes e acuou o time do River. Até o fim do período inicial do segundo tempo, aos 15 minutos, o Azulino teve pelo menos 5 chances de gol. Numa delas, Da Silva perdeu uma grande chance, quando recebeu cruzamento de Angelo, bateu de primeira dentro da área, mas mandou para fora.

O jogo piorou para o River Plate, quando perdeu o seu melhor jogador em campo, exatamente o estreante Raulino. O Confiança mexeu novamente, tirando o zagueiro André, para a entrada do meia Wallace.

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O período intermediário do segundo tempo ganhou essa característica: o Confiança totalmente no ataque, enquanto o River esperava o adversário para encaixar um bom contra-ataque.

O problema central do Dragão era a dificuldade de jogar a bola entre as três traves. Na chance mais clara, depois do escanteio de Augusto, o goleiro Pablo subiu muito mal, e Renê pegou no susto para mandar a bola para fora.

Com a entrada de Joedson no lugar de Lismar, o Confiança passou a ter em campo um incrível sexteto de avançados. Os meias Wallace, Jean Alisson e Paulinho Mossoró teriam a tarefa de municiar os atacantes Joedson, Diego Neves e Da Silva. Isso quando Augusto ou Angelo não se alternariam nas subidas.

Mas quem chegou mais perto do gol foi o River, que aproveitou um contra-ataque e quase ampliou o placar num momento de descuido do Confiança, na altura dos 28 minutos do segundo tempo.

Aos 30 minutos, portanto já no período final do jogo, um lance emblemático: o Confiança atacava com nada menos que 7 jogadores na linha da área do River e a finalição de Joedson parou mais uma vez na zaga adversária.

Aos 33, foi o River que desperdiçou mais um contra-ataque, com Charles batendo pra fora uma grande chance. Na sequência o Confiança, com Wallace, arrumou um espaço na intermediária e encheu o pé. Pablo não encaixou e a bola e quase leva um frango, passando muito perto da trave. Quando não vai bem, o arqueiro do River conta com a sorte.

O Confiança errava ao buscar praticamente todas as jogadas pela linha de fundo, quando o River tinha praticamente todo o time dentro da área, liberando apenas Kível e Bibi, combinando o vigor físico para disputar as bolas com a velocidade para vencer os zagueiros. O jogo seguiu enquanto uma repetição de lances desse tipo, inclusive contando a falta de criatividade dos atacantes azulinos.

A defesa do River plate também seguiu compacta e com muita precisão no posicionamento e dos cortes do cruzamento. Aos 48, Da Silva recebeu dentro da área, girou, e passou para Jean Alisson encher o pé, mas Pablo operar mais um milagre, no último lance do jogo.

Com a derrota o Confiança perde a liderança para o maior rival faltando 3 dias para o maior clássico do futebol sergipano. Enquanto a torcida pede a cabeça de Nadélio Rocha, o River se reergue com Edmilson Santos no comando da equipe e sai da zona de rebaixamento já na reta final do turno de ida do Sergipão 2013. Na próxima rodada o Ouro Negro recebe o Lagarto e pode até entrar no G4.

Ficha Técnica
Confiança – Jeferson, Angelo, Rene, Andre, Augusto, Valdson, Lismar (Joedson), Gilmar (Jean Alisson), Paulinho, Da Silva e Diego neves
River Plate – Pablo, Glauber (Tonhão), Marcio, Misael, Pedrinho (Everton), Bira, Wallace, Raulino (Charles), Lelê, Kivel e Bibi
Arbitro: Diego da Silva, Wendell Melo, Nailson Guimarães
Cartões: Confiança: Da Silva; River: Lelê
Público: 1451 presentes

Por Irlan Simões

Fonte e Fotos: Infonet

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