Confiança e Sergipe fazem jogaço e empatam em 2×2

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O clássico do domingo foi o jogão que estava faltando neste Campeonato Sergipano. Casa cheia, clima quente, muitos gols e rivalidade à flor da pele. Sergipe e Confiança jogaram um futebol estudado, numa tarde em que as torcidas foram o destaque, com uma bela festa dos dois lados.

Foi um jogo onda a máxima que diz que “a bola pune” falou alto. As duas equipes optaram por recuar e segurar o jogo quando tiveram o resultado na mão, e acabaram penalizadas. Ainda no primeiro tempo o Confiança virou o jogo, e optou por assistir o adversário jogar no segundo tempo, sofrendo um gol aos 40 min.

Aniversário de Aracaju

A prefeitura teve sucesso na promoção do evento, contribuiu para lotar o Batistão – garantindo que os ingressos fossem trocados por alimentos – e aproveitou a casa cheia para promover a gestão também. O prefeito João Alves apareceu antes do início do jogo e comandou a festa.

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Com direito a entrega de um cheque gigante de 40 mil reais para cada clube, e muita propaganda com a nova marca da Prefeitura Municipal de Aracaju – “O futuro se constrói com amor e trabalho” – a festa contou também com a apresentação de quatro paraquedistas.

As atrações e “salamaleiques” foram bolados para inserir o clássico na agenda de comemoração dos 158 anos de Aracaju, que agitou o fim de semana na capital.

O jogo

Logo no início do jogo, aos 3 minutos, Deivid carregou a bola do campo de defesa e passou para Fabinho, que trocou passes com Lucão e chutou forte. A bola bateu na zaga e sobrou para Carlinhos encher o pé, sem chances para Jeferson. O Lado vermelho do Batistão explodiu em comemoração.

O Confiança foi para cima e em duas chances seguidas, na entrada da área, Diego Neves concluiu com muita força por cima do gol.

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No período intermediário do primeiro tempo o Sergipe optou por jogar nos contra-ataques, aproveitando a velocidade de Fabinho e Carlinhos. Algumas chances surgiram, mas não se transformaram em gols.  A opção de Givanildo Salles custou caro.

Com isso o Confiança passou a testar os melhores espaços no meio da zaga do Sergipe. Richardson se aproximava de Da Silva e Diego Neves, enquanto Augusto Ramos ganhava destaque pelo lado esquerdo.

Quando o jogo já chegava no período final do primeiro tempo, a pressão do Confiança teve resultado, naqueles típicos lances de bola parada que marcam todos os clássicos: os detalhes.

Aos 30, Da Silva teve grande chance na sobra do bate-rebate do escanteio mas bateu em cima de Marcão. No outro escanteio, Richardson bateu fechado, André deu um leve desvio e a bola entrou. Foi a vez da metade azul do Batistão explodir.

Não demorou muito e o Confiança passou à frente no placar. Em nova cobrança de escanteio, Diego Neves subiu sozinho e virou o jogo. O Dragão arrancava uma virada que quebraria a estratégia do time de Givanildo Salles, que teria que voltar à partida, numa tarde sem inspiração de Lucão.

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Etapa complementar

No segundo tempo o Sergipe voltou apostando num jogo mais focado na troa de passes no campo do Confiança, já prevendo o recuo do time de Rocha.

A proposta foi tirar o atacante Lucão e o volante Fernando Pilar e colocar dois jogadores avançados mais leves, Nivaldo e Leozinho.

Aos 14 minutos, Augusto entrou duro em Carlinhos, recebeu o segundo amarelo e foi expulso, deixando o time azul com um a menos. Rocha botou mais um zagueiro, colocando Valdo e tirando Paulinho Mossoró.

O Sergipe também mudou, tirando Jailson e colocando Peixinho, na expectativa de dar todo o potencial ofensivo possível. Do outro lado, Rocha também mudou, colocando Lismar no lugar de Oliveira, que sentiu o tornozelo direito.

O segundo tempo foi amarrado e parou diversas vezes, quebrando o ritmo. O Sergipe continuava investindo na troca de passes nas proximidades da área, sem muito sucesso, parando na própria pressa.

Num dos lances, Leozinho tocou e correu, recebeu belo passe de Deivid mas pisou na bola já dentro da área e desperdiçou uma das poucas jogadas que furaram o bloqueio defensivo de Rocha.

Aos 29, outra grande chance perdida, quando Deivid cruzou, a bola atravessou toda a área e sobrou para Rodrigo, que rolou para trás mas Rafael bateu muito forte por cima do gol.

A reta final do jogo foi marcada por uma série de paralisações por conta de caimbras. Os atletas estavam jogando no sacrifício. Valdson saiu com problemas na coxa, Diego Neves ficou em campo sentindo fortes dores e mancando, enquanto do lado vermelho também era perceptível a falta de fôlego.

Mas ainda havia tempo para o Sergipe, e o esforço dos atletas deu resultado. Já aos 40 minutos, Carlinhos caiu pela esquerda e levantou na área, Peixinho subiu e cabeceou sem chances para Jeferson. Novamente a metade vermelha explodiu em alegria. Clássico empatado.

Na comemoração os jogadores se estranharam. Coisas de clássico, coisas do futebol. O jogo se encerrou num empate justo, com duas equipes lutadoras, mas que caíram na velha armadilha do futebol. A bola puniu.

O Confiança e Sergipe seguem empatados em número de pontos, agora com 15. As posições mudaram mais uma vez, já que a Socorrense venceu o Itabaiana fora de casa, reafirmando que é a grande surpresa do campeonato.

O Dragão agora enfrenta o Lagarto, novamente no Batistão, e vai secar o Sergipe, que pega o próprio Socorrense, na rodada que define o turno de ida do Campeonato Sergipano.

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Ficha Técnica
Confiança: Jefferson, Angelo, Renê, Andre, Valdson (Wallace), Augusto, Oliveira (Lismar), Rochardson, Paulinho, Da Silva e Diego.
Sergipe: Marcão, Carlinhos, Leo, Claudio, Jailson (Peixinho), Deivid, Rodrigo, Fernando Pilar (Leozinho), Rafael, Fabinho e Lucão (Nivaldo)
Arbitro: Claudionor dos Santos Junior, José Crispim, Daniel Vidal.
Cartões: Sergipe: Fabinho, Rodrigo, Leozinho, Marcão, Rafael; Confiança: André, Augusto (vermelho), Diego Neves, Valdo, Da Silva
Público: Aproximadamente 13.000 presentes.

Por Irlan Simões

Fonte e Fotos: Infonet

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