Conheça Daniel Paulista – Novo técnico do Confiança

Foto: Diego Nigro/ JC Imagem

Um dia após a demissão de Betinho, a diretoria anunciou a contratação do técnico Daniel Paulista. Vamos saber mais um pouco sobre o novo comandante azulino.

Carreira como jogador

Daniel Pollo Barion, ou Daniel Paulista, nasceu em Ribeirão Preto, tem 36 anos e antes de ser treinador,  foi jogador de futebol.

Iniciou sua carreira no interior Paulista, mais especificamente no Comercial de Ribeirão Preto, mas seu primeiro clube de destaque foi o São Caetano, em 2006. Sua atuação no time do ABC Paulista gerou interesse no Corinthians que o contratou no ano seguinte.

Após atuar no Corinthians, Daniel foi emprestado ao Naútico e fez parte da campanha histórica do Timbu no campeonato brasileiro de 2007, no qual se livrou de um rebaixamento quase certo. Nesse time do Naútico atuou com Geraldo e foi dirigido por Roberto Fernandes, dois conhecidos da torcida azulina.

No ano seguinte jogou no Sport, onde participou de outra campanha histórica: A do título da Copa do Brasil de 2008. Após uma rápida passagem pela Europa, Daniel volta ao Sport e onde jogou a Libertadores da América de 2009.

Após sua última passagem pelo Sport, ele voltou a atuar em São Paulo, mas volta ao nordeste em 2013 para o ABC onde encerra sua carreira no ano seguinte.

Daniel comemorando o título da Copa do Brasil – Foto: Seleção do Rádio/Divulgação

Carreira como treinador

Em 2014, após o encerramento de sua carreira como jogador, Daniel começou sua trajetória para se tornar técnico sendo auxiliar da comissão técnica permanente do Sport.

Pelo Rubro Negro pernambucano, Daniel assumiu o time interinamente em algumas situações até ser efetivado em 2017, após ter livrado o time do rebaixamento em 2016, depois da saída de Oswaldo de Oliveira.

Em março de 2017 ele deixou o comando técnico do Sport e voltou a ser auxiliar, nesse mesmo ano assumiria mais uma vez o comando interino da equipe na reta final do campeonato brasileiro, onde salva o Sport mais uma vez do rebaixamento.

Em 2018 ele busca outro ambiente para trabalhar e assume a direção do Boa/MG, mas ficou apenas por 9 partidas e depois, por descompasso entre sua visão de futebol e a visão da direção do Boa, pede dispensa do time mineiro e desde então não assumiu nenhum clube.

Até assumir o Confiança, Daniel fez cursos no Brasil e no exterior com a intenção de se qualificar ainda mais e comandar um time ainda em 2019.

Opinião

A carreira de Daniel como jogador foi brilhante, mas como treinador ele ainda está começando. Juntando as passagens dele entre Sport e Boa, ele sequer chegou a 50 jogos dirigindo um time. No Boa os números foram poucos para se tirar alguma lição, ainda mais porque ele que pediu pra sair e não foi demitido.

No Sport, na maioria das vezes em que assumiu ele foi mais bombeiro que treinador, mas, ainda assim, é de se considerar um grande feito ter conseguido livrar um time do tamanho do Sport duas vezes do rebaixamento. Porém, quando assumiu o time efetivamente, no início da temporada, não foi bem.

Meu receio é que aconteça com ele o mesmo que aconteceu com Luizinho Lopes, que também é jovem, estudioso, tem boas ideias mas se perdeu na limitação do elenco, sofrendo com as velhas panelas de jogadores.

Assim, esperava um técnico mais “raposa velha” para saber lidar com jogadores de nível de série C, como os nossos, e que costumam ter um comportamento mais “paneleiro” ou, por não terem grandes aspirações na carreira, precisam de uma dose extra de motivação e pressão.

De qualquer forma, desejo muito sucesso a Daniel em sua estada no Dragão e que seja longa e vitoriosa.

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