CRB 3 x 1 Confiança – Só nos resta a pílula azul

No filme Matrix o protagonista precisou escolher entre duas pílulas, a vermelha para conhecer a realidade e a azul para viver em uma ilusão de perfeição. Pra nossa realidade de torcedores do Confiança, a pílula vermelha já está disponível, basta ver os vídeos dos jogos e os relatos da torcida em grupos de redes sociais. Como tenho muito acordo com tudo que está sendo dito pela torcida, vou fazer o papel de Pollyana e tentar extrair algo de bom e que nos dê alguma esperança para o jogo decisivo contra o Ferroviário, além do prosseguimento do estadual e Copa do Nordeste.

Pra começar, vimos que historicamente nunca ganhamos 1 ponto sequer contra o CRB em Alagoas, mostrando a dificuldade que temos ao visitar nossos vizinhos. Contando ainda que os alagoanos, por estarem estáveis na série B, tem maior experiência em jogos difíceis e maior investimento no elenco essa derrota estava na conta.

Se a derrota estava na conta, o empate era um bom resultado e sem a responsabilidade de propor o jogo o Confiança se portou bem jogando na defesa e saindo na boa. Assim resistimos aos ataques do CRB no primeiro tempo e ainda conseguimos criar 3 chances.

Por esses dados, ficamos bem atrás, mas a quantidade de ataques e chutes foi maior do que a posse de bola indicaria

No segundo tempo, a estratégia de Ailton ruiu já aos 2 minutos depois de Vitor Pio fazer um pênalti inexplicável (tenho outros adjetivos, mas vou manter a compostura). Genivaldo ainda consegue pegar o pênalti, mas no rebote o CRB abre o placar.

Após o gol o Confiança tentou igualar o jogo e aumentou as chances de gol contra o CRB, fez algumas jogadas interessantes, mostrou que o repertório de ataque realmente melhorou e não se resume mais a cruzar bolas na área em busca de Frontini.

Mesmo com a reação o Confiança toma mais um gol, diminui, quase empata com Frontini e toma o terceiro nos acréscimos (Resumi, mas no final do texto tem vídeo com os melhores momentos)

Nesses dados mostra o jogo mais equilibrado em números dada a necessidade de reagir no jogo

Analisando as estatísticas ao fim do jogo e comparando com o primeiro tempo, nós aumentados a posse de bola, tivemos 5 escanteios, saímos de 1 para 7 chutes ao gol e superamos o CRB em ataques perigosos, mesmo terminando o primeiro tempo com 12 a menos.

Diante de tudo isso consigo garimpar algumas coisas positivas (as pílula azuis) e que podem indicar o caminho da nossa recuperação.

Jogo mais fechado

Em que pese um sistema defensivo muito abaixo em relação a temporadas passadas, o jogo fechado saindo na boa pode ser um caminho interessante para jogos mais difíceis como os que ainda faremos fora de casa contra Treze e Santa, e mesmo contra o Ferroviário, no qual jogamos pelo empate. A entrada de Vila do meio campo ajudou nesse balanço, ainda que prefira ver um volante de ofício junto com Zaqueu protegendo a defesa.

Repertório de ataque

Nos primeiros jogos o time só tinha uma única jogada: bola cruzada na área. Agora já podemos ver novas possibilidade na frente, com chutes de fora, entradas pelos lados e, claro, os cruzamentos. Precisamos que esse novo repertório se reflita em gols, mas só o fato de ter evoluído é um fio de esperança.

Conseguindo aprimorar essas característica, principalmente em termos defensivos podemos conseguir a classificação na Copa do Brasil e recuperação no Estadual e Copa do Nordeste e assim teremos recursos e tranquilidade para buscar os jogadores que precisamos para remontar nossa frágil defesa.

Que tudo isso inspire e responsabilize os jogadores para os desafios que virão, pois a nossa paciência já acabou e a esperança está por um fio.

Saudações azulinas,

Mike Gabriel