Ferroviário 2 x 1 Confiança – Cautela e Mediocridade

A linha entre a cautela e a mediocridade é muito fina e no nosso caso estamos sempre ultrapassando-a. Essa frase resume a derrota para o Ferroviário e a gestão de futebol do Confiança, cujo diretor reivindica uma estátua em sua homenagem.

No jogo de ontem essa linha foi ultrapassada no momento em que time aceitou com passividade a pressão feita pelo Ferroviário. Se o jogo exigia a cautela de não se expor demais, pois o empate nos favorecia, o time foi medíocre no que se propôs a fazer: Marcar o adversário.

O Confiança deu a bola e cedeu espaços durante todo o primeiro tempo, assim o Ferroviário fez 30 ataques perigosos e chutou 12 vezes ao gol, quase 1 chute a cada 2 chegadas. Não é surpresa que o time da casa terminou o primeiro tempo em vantagem no marcador.

Estatísticas do primeiro tempo

No segundo tempo tivemos 10 minutos de ousadia do Confiança e com isso o empate com gol de Victor Pio. Após o gol, quem precisava correr atrás do placar era o Ferroviário e mais uma vez fomos esmagados, ainda que com menor intensidade, até que o Ferroviário marcasse o gol da vitória. Mais uma vez a cautela se transformou em mediocridade ao aceitar a pressão adversária sem esboçar reação (o único chute do Confiança na direção do gol foi o empate)

Estatísticas de todo o jogo

Fim de jogo e Confiança desclassificado. Trouxemos de Fortaleza um prejuízo financeiro e de imagem ao clube, que não passa de fase na Copa do Brasil desde 2013.

Estátua à arrogância ou à mediocridade?

Como falado anteriormente, a gestão de futebol do Confiança também ultrapassou a linha entre da cautela, caindo na mediocridade. A cautela vem da premissa de que não se pode gastar mais do que arrecada, assim os valores de cotas, patrocínios e sócios são divididos para que ao longo do ano os salários sejam pagos, em que pese as arrecadações de dinheiro junto a torcida ao final das temporadas.

Essa visão de gestão é acertada, a parte que questionamos (teremos um texto em breve só sobre isso) são contratos mal feitos que permitem que jogadores saiam do clube de graça, renovações sem critério, pouca observação no mercado e falta de ousadia para buscar novas fontes de renda, sobretudo com cotas de classificação e renda proveniente de bilheteria, já que a torcida mostra que quando o time vai bem em campo a média de público sobe.

Em um parágrafo resumimos os erros do diretor de futebol, que não bastasse isso vai a público envergonhar a torcida azulina afirmando que fez manobras para “ressuscitar” o Confiança.

Não quero tirar o mérito de Ernando na montagem do time que subiu pra Série C, mas desde então vários clubes que estavam em situação semelhante à nossa chegaram à série B, fizeram boas campanhas em torneios regionais e copa do Brasil. Enquanto nós temos que nos contentar com o acesso e por ter chegado 2 vezes às quartas de final da série C, sendo que a ultima foi quase por acaso, já que ficamos a maior parte do torneio lutando para não cair.

E o futuro?

No próximo sábado já tem jogo decisivo pelo estadual, precisamos desesperadamente da vitória e vamos ter que empurrar o time rumo a ela para chegar ao clássico com uma pressão menor, por isso o foco no momento deve ser esse, porém tudo que estamos passando na temporada e as declarações do diretor de futebol não podem e não serão esquecidas, o crescimento do Confiança e o respeito a sua história e sua torcida sempre serão mais importantes.

Saudações azulinas,
Mike Gabriel