A muralha do Confiança na Copinha

Foto: Felipe Martins/GLOBOESPORTE.COM

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Rafaela Mirela, de 20 anos, deu à luz a Laura Beatriz, pela manhã, em um hospital próximo da praia de Guaibim, na cidade de Valença, no nordeste da Bahia. O pai e goleiro do Confiança-SE, Danilo, acompanhava tudo da região central de Rio Preto, a 1,7 mil quilômetros do hospital, e só pôde ver o rosto da filha, à tarde, em um aparelho de celular.

À noite, ele entrou em campo para defender o time sergipano contra o poderoso Grêmio, de Porto Alegre, na briga pela liderança do Grupo B da Copa São Paulo. No vestiário, Danilo beijou a tela do celular, pisou no gramado do Teixeirão emocionado e com a cabeça na Bahia, mas teve toda a frieza para segurar o time gaúcho. Laura Beatriz deu sorte. Danilo pegou pênalti aos 43 minutos do segundo tempo e deixou o Teixeirão aplaudido. O resultado manteve os nordestinos na briga por uma vaga na próxima fase.

“Foi difícil, mas eu sabia que a minha história estava em jogo”, disse Danilo, de 19 anos. “É a minha última Copinha. Eu tinha falhado em 2013 contra o Palmeiras e contra o Fluminense em 2014. Para quem sonha em ser goleiro tinha que surpreender e consegui. Depois do pênalti, lembrei dessas infelicidades e tirei um peso das costas”, afirmou.

Com 1,85 metro de altura, Danilo herdou o gosto pela posição. “Meus pai jogou no Itabuna-BA. Eu cheguei ao Confiança em 2012, mas antes fiquei 21 dias no Fluminense-RJ e falaram que minha estatura era baixa. No ano passado fiz alguns jogos pelo profissional do Confiança e participei do acesso da Série D à Série C”, disse.

Fonte: Diário Web

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