21 curiosidades sobre a Série C

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Série C está cada vez mais consolidada no calendário do futebol brasileiro, mas muitas vezes fica esquecida. Ela merece mais destaque, afinal envolve 15 estados, times importantes, muita tradição e detalhes alternativos. É claro que também tem problemas e pontos negativos, mas estes serão superados pelas emoções nos jogos.
O Portal Terra destacou 21 curiosidades, boas e ruins, sobre a Série C 2015. Confira:
Regulamento consolidado
É importante que a Série C mantenha o mesmo regulamento para ganhar credibilidade. Apesar da fórmula atual receber algumas críticas, ela está igual desde 2012. Os 20 times são divididos em dois grupos regionais, nos quais quatro avançam para o mata-mata. Quem ganhar nas quartas de final já garante o acesso. Depois a disputa segue apenas para definir o campeão.
Vai começar com tudo
A Série C vai começar, neste sábado, com dois jogos entre times do mesmo estado. Não são clássicos, mas pelo menos vão envolver alguma rivalidade estadual: em Minas, Tombense e Tupi duelarão às 16h (de Brasília). Depois, às 19h, Brasil de Pelotas e Juventude vão se enfrentar em Novo Hamburgo. Esses dois jogos são válidos pelo Grupo B. Na outra chave Confiança e Asa se encontrarão em Sergipe, às 16h.
Estranheza
Por que o jogo entre Brasil e Juventude vai acontecer em Novo Hamburgo? Parece estranho, mas a explicação é simples e curiosa: parte da arquibancada do Estádio Bento de Freitas caiu no jogo entre Brasil e Flamengo, em fevereiro deste ano. Agora o time está tentando reconstruir essa parte com uma campanha de doações. Quem ajudar pode ganhar diversos produtos e até gravação do próprio nome na nova arquibancada.
Tradição nacional
Ao todo oito times da Série C já conquistaram títulos nacionais em alguma divisão. São eles: Botafogo-PB ( Série D de 2013), Guarani ( Série A em 1978 e Série B em 1981), Juventude ( Copa do Brasil de 1999 e Série B em 1994), Londrina (Série B em 1980), Portuguesa (Série B de 2011), Tombense (Série D em 2014), Tupi (Série D em 2011) e Vila Nova (único que já foi campeão Série C, em 1996).
Tradição centenária
Um quarto dos times da Série C já tem mais de um século de existência: Guarani (104), Juventude (101), Madureira (100), Tupi (102), Brasil-RS (103). O América-RN vai se juntar a esse “clube” no dia 14 de julho.
Tradição estadual
Durante os 15 anos deste século, quatro times da Série C construíram uma hegemonia estadual. Ou seja, foram campeões estaduais mais vezes do que qualquer outro rival. O Fortaleza conquistou nove cearenses neste século. O Confiança faturou seis sergipanos. Asa-AL e América-RN conseguiram cinco estaduais.
Já chegam campeões
Quatro times já conquistaram um título estadual em 2015: Confiança-SE, América-RN, Fortaleza-CE e Cuiabá-MT. O maior destaque é o time matogrossense, que também faturou a Copa Verde neste ano.
Que força no Rio Grande do Sul!
O Rio Grande do Sul tem três times na Série C, uma marca que apenas o estado de São Paulo consegue igualar. É verdade que o Caxias não chega bem, mas Brasil e Juventude disputaram a semifinal do campeonato estadual e vão brigar com força pelo acesso.
Que ascensão no Mato Grosso!
Em 2007 e 2008, o Cuiabá ficou apenas licenciado, sem disputar quaisquer competições. Mas quando voltou, conseguiu uma incrível ascensão: subiu da Série D para C em 2011, foi campeão estadual quatro vezes e tem tido essa temporada impressionante em 2015.
Rebaixados
Nem tudo são flores na Série C. Também existem times que chegam extremamente em baixa, inclusive com rebaixamento. O Guaratinguetá é o pior, pois caiu para terceira divisão do Campeonato Paulista . A Portuguesa caiu para a segunda divisão em São Paulo, na qual encontrará o Guarani, outro que foi um fiasco mesmo na Série A2. No Rio Grande do Sul, o grande fracasso foi do Caxias, rebaixado para a segunda divisão. E o Águia de Marabá fracassou no ano passado, por isso sequer disputou a fase principal do Campeonato Paraense .
Crise absurda
O momento do Guarantinguetá não poderia ser pior. O time fez 19 jogos na Série A2 do Campeonato Paulista e perdeu 18. Por isso o elenco teve que ser totalmente reconstruído, com 18 jogadores dispensados ao todo.
Águia sem asas
Único representante da Região Norte na Série C, o Águia de Marabá quase saiu da competição em 2015. O time viveu graves problemas financeiros, cogitou a desistência, mas anunciou o “fico” no final de março.
Vende-se estádio
O Estádio Brinco de Ouro da Princesa, do Guarani, foi colocado à leilão por causa de dívidas do clube. O grupo gaúcho Zaffari comprou por R$ 105 milhões, mas ainda não tomou posse da área. A diretoria do time diz que não vai liberá-lo até conseguir garantias de que terá algumas contrapartidas, como um patrocínio mensal e investimentos para a construção de outro estádio.
Reconstrução portuguesa
Depois de tantos fracassos e escândalos, inclusive o rebaixamento estadual neste ano, a Portuguesa parece caminhar enfim para uma organização melhor. Luis Paulo Rosenberg, dirigente que obteve muito sucesso no Corinthians , é quem lidera esse desafio. O time já contratou jogadores conhecidos para a disputa da Série C e chega como uma das principais forças.
Time de um empresário só
Em um tempo no qual o dinheiro manda no futebol, virou comum dizer que alguns clubes se tornaram “times de empresários”. No Tombense é parecido, mas a diferença é que só um empresário manda no clube: Eduardo Uram, um dos principais agentes do Brasil, tem parceria com o clube e foi fundamental para colocar o time na Série C neste ano.
Arenas de Copa
Os times do Grupo A jogarão em estádios de Copa do Mundo: o Cuiabá mandará partidas na Arena Cuiabá; e o América-RN receberá seus adversários na Arena das Dunas. Isso contrasta com estádios de Tombense, Madureria e Águia de Marabá, que receberão no máximo 5 mil torcedores.
Artilheiros do Brasil
Rafael Oliveira (Botafogo-PB) e Max (ex-Palmeiras, agora no América-RN) lideram a lista de principais artilheiros do Brasil em 2015. O primeiro é líder isolado, com 14 gols no Campeonato Paraibano , dois na Copa do Brasil e outro na Copa do Nordeste . Já Max tem 16 e está empatado com Robert, do Sampaio Corrêa.
Técnicos “famosos”
Os três treinadors mais conhecidos da Série C são Marcelo Vilar (ex-Palmeiras, agora no Botafogo-PB), Roberto Fernandes (ex- Náutico e Figueirense, agora no América-RN) e Márcio Fernandes (ex-Santos, agora no Vila Nova-GO)
Técnicos “parentes”
Dois treinadores da série C chamam atenção por terem parentes famosos: Marcelo Chamusca, do Fortaleza, é irmão de Péricles Chamusca. Já Júnior Lopes, da Portuguesa, é filho de Antônio Lopes.
Telê na Série C
Um dos técnicos mais folclóricos da Série C comanda o Guaratinguetá: é João Telê, que tem esse apelido, é claro, por causa de Telê Santana. Mas ao contrário do ídolo são-paulino, João tem colecionado mais polêmicas do que vitórias. É acusado de ajudar financeiramente o clube e já esteve envolvido em boatos sobre brigas em Guaratinguetá.
Está na televisão
Depois de tantos fatos inusitados nesta lista, se você se animou para acompanhar a Série C, terá duas opções: parte dos jogos será exibida pela TV Brasil; e o canal Esporte Interativo também conseguiu os direitos em cima da hora e vai transmitir os jogos.
Fonte: Terra

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