Fim dos estaduais – Será mesmo uma solução?

Foto: Dhavid Normando / Futura Press
Foto: Dhavid Normando / Futura Press

No último de semana tivemos as fases decisivas estaduais dos grandes estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e  Rio Grande do Sul.  Eu não me lembro de ter havido uma rodada do campeonato brasileiro de pontos corridos com tanta emoção. então será mesmo que o fim do estaduais é uma solução?

Quem defende o fim do estadual fala muito do prejuízo financeiro das grandes equipes que fazem jogos menores com poucos torcedores e longe de suas casas, por outro lado aqueles que defendem estaduais citam os times pequenos que só tem esse caminho para conseguir visibilidade, patrocínio e renda para os jogadores e outros profissionais envolvidos. os dois  lados têm razão e ficar na briga entre um ponto e outro não vai nos levar nada, temos que buscar o meio termo para isso

A minha ideia é que os pequenos participem de uma primeira fase somente entre eles. Essa etapa valeria classificação para a fase final com os grandes e vagas para competições nacionais como Série D, Copa do Brasil e os regionais como Copa do Nordeste e Copa Verde.

E como o conceito de grande é subjetivo, para não engessar algumas vagas dessas fases finais, a participação seria condicionada a um ranking, ou seja aquelas quatro ou cinco equipes melhor classificada no ranking da CBF ou qualquer outra instituição. Ou seja aquele grande que começou a vacilar dos torneios nacionais e torneios estaduais pode ser ultrapassado por outro melhor no ranking e vai disputar a primeira fase, possibilitando que novas forças surjam.

Essa primeira fase dos estaduais serviria para abrir calendário para serem realizados os campeonatos regionais Copa do Nordeste, Copa Verde, Rio-São Paulo e Sul-Minas. Isso já aconteceu no campeonato sergipano de 2014, onde Confiança e Sergipe não participaram da primeira fase do estadual, pois estavam na Copa do Nordeste.

Dessa forma é possível acomodar um calendário dos pequenos com o incentivo das vagas nacionais e a disputa das finais contra os grandes. Assim como possibilitar os regionais que são mais lucrativos do que os estaduais. É uma fórmula simples que acomoda a maior parte dos envolvidos, resta saber se haverá vontade política para tal.

Saudações Azulinas,

Mike Gabriel

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