Marcos Junior/AGIF

Além do rebaixamento à Série C, o Paysandu atravessa um período de forte instabilidade fora das quatro linhas. O clube paraense acumula mais de R$ 12 milhões em ações trabalhistas, movidas por ex-atletas que alegam inadimplência salarial, não pagamento de direitos de imagem e ausência de depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Os processos revelam um passivo relevante justamente no momento em que o clube inicia sua reorganização para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, competição que contará com a presença do Confiança como um dos participantes.



Caso Rossi resulta em rescisão indireta reconhecida pela Justiça

O processo mais recente envolve o atacante Rossi, que ingressou com ação trabalhista cobrando R$ 5,1 milhões. Na petição, o jogador relata atrasos recorrentes de salários, além do não pagamento de direitos de imagem e da ausência de depósitos de FGTS entre julho e outubro de 2025.

Diante das alegações, a Justiça do Trabalho concedeu liminar reconhecendo a rescisão indireta do contrato, entendendo que houve falta grave por parte do clube. A decisão considerou ainda o risco de prejuízo irreparável à carreira do atleta, autorizando sua liberação imediata para negociar com outra equipe.


Outras ações ampliam o passivo do Paysandu para além de R$ 12 milhões

O caso Rossi se soma a outros processos relevantes que ampliam o impacto financeiro da crise. Somados, os valores conhecidos ultrapassam R$ 12,1 milhões, sem considerar eventuais ações ainda não divulgadas publicamente.

Entre os principais processos estão:

  • Leandro Vilela: cobrança de R$ 4.057.229,11, envolvendo salários atrasados, direitos de imagem e FGTS.
  • André Lima: ação superior a R$ 1,6 milhão, com alegações de inadimplência salarial, direitos de imagem, FGTS e auxílio-moradia.
  • Pedro Delvalle: cerca de R$ 914 mil, referentes a salários, imagem e FGTS.
  • Ramón Martínez: valores próximos a R$ 700 mil, posteriormente resolvidos por acordo.
  • Dudu Vieira: cobrança de R$ 705.045,39 após rescisão contratual motivada por inadimplência.

Entre os credores está André Lima, atleta que deixou o Confiança para atuar no Paysandu e que atualmente figura como parte autora em ação contra o clube paraense.


Série C reduz receitas e impõe necessidade de reorganização

O rebaixamento à Série C impacta diretamente a estrutura financeira do Paysandu, com redução de receitas provenientes de direitos de transmissão, patrocínios e bilheteria. O cenário amplia a necessidade de ajustes administrativos, controle de gastos e negociação de débitos trabalhistas.

A situação jurídica do clube passa a ser observada no ambiente da competição, já que o Paysandu chega à Série C como um dos participantes com histórico recente de acesso, mas agora envolvido em processos que exigem atenção da gestão.


Contexto competitivo da Série C

A Série C de 2026 reúne clubes tradicionais e projetos esportivos em diferentes estágios de reconstrução. Dentro desse cenário, o Paysandu será adversário do Confiança ao longo da competição. O contexto institucional do clube paraense integra o panorama geral do torneio, marcado por equilíbrio técnico e margens reduzidas para erro.

Sem projeções esportivas ou antecipações de desempenho, o fato concreto é que o Paysandu inicia a temporada sob a necessidade de equacionar um passivo trabalhista relevante, em paralelo à montagem e manutenção de um elenco competitivo.


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By Mike Gabriel

Produtor de conteúdo, criador deste site em 2011, quando tudo aqui era mato!

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