
O Confiança perdeu por 1 a 0 para a Inter de Limeira, no Batistão, em Aracaju, e Cláudio Caçapa não escondeu a frustração após mais um tropeço na Série C. Em entrevista coletiva, o treinador admitiu que a equipe esteve apática, criou pouco e ficou muito abaixo do esperado em uma partida importante pelo momento competitivo do clube.
Derrota no Batistão aumenta cobrança na Série C
A derrota teve um peso ainda maior porque aconteceu em casa, diante da torcida, logo após o clube completar 90 anos de história. Caçapa reconheceu que a expectativa interna era por uma atuação diferente, especialmente depois da boa apresentação contra o Vitória pela Copa do Nordeste.
“Com certeza queríamos muito fazer um grande jogo hoje.”
O treinador afirmou que o Confiança entrou em campo esperando transformar o fator casa em vantagem, mas nada funcionou. Para ele, a equipe ficou devendo em todos os aspectos.
“Hoje nada deu certo. Acho que a equipe hoje muito apática, muito abaixo daquilo que nós esperávamos.”

Confiança cria pouco e Inter de Limeira controla o jogo
Ao analisar o desempenho ofensivo, Caçapa dividiu os méritos e responsabilidades. Ele reconheceu que a Inter de Limeira se defendeu bem, mas também admitiu que o Confiança produziu pouco para vencer.
Segundo o técnico, a partida teve poucas chances claras. Na visão dele, pelo que os dois times apresentaram, o empate sem gols talvez fosse o resultado mais coerente.
“A Inter defendeu bem e nós criamos pouco.”
Caçapa também lamentou o gol sofrido, classificado por ele como um lance evitável. O treinador apontou falha de posicionamento na bola recuada, destacando que deveria haver alguém naquela região para impedir a jogada.

Quatro jogos sem vitória pesam no ambiente

Questionado sobre a sequência sem vencer, Caçapa foi direto: o momento pesa porque o trabalho é voltado para ganhar partidas. O Confiança vive um contraste claro entre o desempenho em outras competições e a dificuldade de engrenar na Série C.
O técnico lembrou que o time terminou em primeiro na Copa do Nordeste e fez um grande jogo contra o Vitória. Ainda assim, reconheceu que, no Campeonato Brasileiro, a equipe ainda não encontrou sua melhor versão.
“Na Série C não nos encontramos ainda, o nosso melhor futebol.”
Para Caçapa, a resposta passa por humildade e trabalho. Ele reforçou que o elenco precisa trabalhar muito mais para estar à altura dos próximos desafios.

Mudanças na escalação e ausência de Kelvin
Um dos pontos abordados na coletiva foi a diferença entre o time que enfrentou a Inter de Limeira e a equipe que jogou contra o Vitória. Caçapa explicou que não seria possível repetir a escalação, porque Kelvin estava machucado e sequer foi relacionado.
Além disso, o treinador disse que buscou uma formação mais ofensiva com a entrada de Brenner no lugar de Werinton. A ideia era ter mais força pelo lado esquerdo, mas a estratégia não funcionou como esperado.
Ainda assim, Caçapa evitou colocar a responsabilidade em um jogador específico. Para ele, o problema foi coletivo, ligado principalmente à falta de ímpeto e vontade para vencer a partida.
Maratona de jogos pesa, mas não serve como desculpa
Caçapa também citou a sequência pesada enfrentada pelo Confiança. O treinador mencionou a quantidade de jogos em curto período, destacando que isso pesa nas pernas dos atletas e interfere no rendimento.
Mesmo assim, ele fez questão de não usar o calendário como justificativa para a derrota. O técnico afirmou que o clube trabalha para disputar as três competições e gosta de estar envolvido nelas.
A avaliação, portanto, foi de equilíbrio: a maratona precisa ser considerada, mas não pode esconder os problemas apresentados contra a Inter de Limeira.
Fortaleza vira foco na Copa do Nordeste

Depois da derrota para a Inter de Limeira pela Série C, o Confiança já volta as atenções para o Fortaleza, pela Copa do Nordeste. Caçapa classificou o adversário como um time de nível de Série A, mesmo disputando a Série B.
O treinador projetou um confronto difícil e disse que o Confiança precisa repetir o nível de atuação apresentado contra o Vitória. A ideia é montar a equipe de forma competitiva para buscar a classificação.
“O Fortaleza, para mim, não é um time de Série B. É um time de Série A.”
O que a entrevista indica para os próximos jogos
A coletiva deixou claro que o Confiança precisa encontrar rapidamente uma resposta na Série C. Caçapa reconheceu problemas de postura, criação ofensiva, intensidade e rendimento coletivo.
Ao mesmo tempo, o treinador tenta separar o desempenho ruim no Brasileiro das boas atuações em outras competições. O desafio agora é transformar essa cobrança em reação prática, tanto contra o Fortaleza, pela Copa do Nordeste, quanto nos próximos compromissos da Série C.
Para você, o maior problema do Confiança contra a Inter de Limeira foi falta de criação, desgaste físico ou postura em campo?
