
O Confiança empatou em 0 x 0 com o Figueirense, neste domingo, 24 de maio, em Aracaju, e saiu do Batistão com uma sensação incômoda: a estreia de Thiago Gomes trouxe sinais de organização, mas também reforçou que a equipe azulina ainda precisa olhar mais para baixo do que para o G8 na Série C.
Confiança 0 x 0 Figueirense aumenta pressão na Série C
O Confiança 0 x 0 Figueirense foi daqueles resultados que parecem pequenos no placar, mas grandes no impacto emocional da temporada. O time não sofreu tanto defensivamente, teve momentos de pressão, principalmente no segundo tempo, mas voltou a tropeçar em casa e deixou o torcedor com a sensação de que a reação ainda não começou de verdade.
A rodada até trouxe algum alívio ao Dragão. O Anápolis perdeu, o que aumentou em um ponto a distância do Confiança para esse concorrente, enquanto o Itabaiana empatou e não conseguiu diminuir a diferença. Ainda assim, o contexto segue claro: a equipe azulina está mais próxima de uma briga contra a parte de baixo da tabela do que de uma arrancada rumo ao G8.
A frase que resume o momento é dura, mas necessária: antes de sonhar com mata-mata, o Confiança precisa provar que sabe fugir do fundo. O empate contra o Figueirense não foi uma tragédia completa, mas também não foi um resultado capaz de mudar o cenário do campeonato.

Estreia de Thiago Gomes mostra avanços e problemas
A partida marcou a estreia do treinador Thiago Gomes no comando do Confiança. E o primeiro balanço é misto. Por um lado, o time mostrou mais organização defensiva, sofreu pouco e conseguiu neutralizar boa parte das tentativas do Figueirense. Por outro, a estratégia inicial pareceu conservadora demais para um jogo em casa contra um adversário direto.
No primeiro tempo, o Confiança esperou muito o Figueirense. A equipe catarinense teve posse, rodou a bola, tentou construir jogadas, mas pouco ameaçou Rafael Pascoal. O Dragão buscou ataques rápidos, principalmente com João Pedro e Matheus Ludke, e teve uma chance muito clara com Brainer. Se aquela bola entra, o jogo poderia ter sido completamente diferente.
Ainda assim, a sensação foi de que a postura não combinava com a necessidade do Confiança naquele momento. A ideia de jogar por transições até teve lógica, mas pareceu mais adequada para uma partida fora de casa. No Batistão, contra um concorrente direto, a equipe precisava impor mais presença desde o início.

Confiança melhora no segundo tempo, mas não transforma pressão em gol
A mudança de postura veio depois do intervalo. O Confiança voltou mais agressivo, adiantou a marcação, pressionou alto e passou a incomodar muito mais o Figueirense. Foi o melhor momento da equipe na partida, especialmente nos primeiros 15 minutos do segundo tempo.
Nesse período, o Dragão finalizou mais, criou volume e obrigou o goleiro Igo Gabriel a trabalhar. O ex-goleiro do Confiança acabou sendo personagem importante do jogo, segurando o empate e impedindo que a pressão azulina se transformasse em vantagem no placar.
O problema é que o ímpeto não durou até o fim. O time cansou, perdeu força ofensiva e as substituições demoraram a acontecer. Quando vieram, não mudaram o rumo da partida. Thiago Gomes pareceu perder o tempo ideal para colocar gás novo e tentar aproveitar o melhor momento do Confiança no jogo.

Figueirense pouco ameaça, mas segura empate em Aracaju
O Figueirense saiu de Aracaju com aquilo que aparentemente veio buscar: o empate. A equipe catarinense teve posse no primeiro tempo, mas demonstrou pouca criatividade e quase não levou perigo real ao gol azulino.
O time rodava a bola, procurava espaços e tentava bolas levantadas na área, mas sem grande eficiência. Foi uma atuação de baixo repertório ofensivo, contra um Confiança que também não vive um momento de grande inspiração, mas que conseguiu ser superior na etapa final.
A avaliação do jogo indica que o Figueirense deve seguir como um concorrente direto do Confiança na parte de baixo da tabela. Pelo desempenho apresentado no Batistão, é difícil imaginar uma mudança brusca de patamar sem alterações importantes na sequência da competição.
Arbitragem fraca também pesa no jogo
A arbitragem também deixou sua marca negativa no confronto. O árbitro Ivan, do Amazonas, teve uma atuação contestada e deixou de marcar lances importantes para os dois lados.
O principal ponto para o Confiança foi um possível pênalti em Brainer, ainda no primeiro tempo. O lance poderia ter mudado completamente a história da partida. Depois, houve também reclamação do Figueirense em uma jogada envolvendo Rafael Pascoal e um jogador da equipe catarinense.
O saldo foi ruim. Quando a arbitragem vira personagem central, o futebol perde clareza e o jogo muda de direção. Em uma Série C tão apertada, decisões desse tipo têm peso enorme, especialmente para equipes que brigam ponto a ponto contra a zona de rebaixamento.
O que muda para o Confiança após o empate
O empate não permite euforia, mas também não apaga alguns sinais positivos. O Confiança fez seu segundo jogo na Série C sem sofrer gols, mostrou melhor compactação e teve uma pressão alta mais funcional em parte do segundo tempo. Matheus Lid e João Pedro apareceram como destaques positivos, especialmente pela dobradinha que deu trabalho ao lado defensivo do Figueirense.
O ponto de atenção está no ataque e na gestão do jogo. O Dragão ainda tem dificuldade para transformar volume em gol, e Thiago Gomes precisará conhecer melhor o elenco para mexer com mais rapidez e precisão. A estreia mostrou caminho, mas também mostrou urgências.
Agora, o Confiança volta suas atenções para o próximo compromisso, fora de casa, contra o Floresta. A partir daqui, o objetivo precisa ser pragmático: pontuar, ganhar consistência e se afastar da zona de risco. O discurso de olhar para cima só voltará a fazer sentido quando a tabela permitir.
E para você: o empate foi um começo aceitável para Thiago Gomes ou o Confiança perdeu uma chance obrigatória de vencer? Deixe sua opinião e participe do debate.
Texto gerado por Inteligência Artificial e corrigido por Mike Gabriel






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