A campanha que terminou com o rebaixamento do Confiança para a Série D também produziu um resultado preocupante fora das quatro linhas. O clube acumulou prejuízo líquido de R$ 105.724,29 nos dez jogos disputados como mandante na Série C de 2026.


Nove dos dez jogos terminaram com renda negativa

De acordo com os boletins financeiros publicados pela Confederação Brasileira de Futebol, o Confiança encerrou nove das dez partidas realizadas na Arena Batistão com saldo negativo.

Somando as rendas líquidas de todos os jogos, incluindo o único resultado positivo, o prejuízo acumulado chegou a R$ 105.724,29. Isso representa uma perda média aproximada de R$ 10,5 mil por partida disputada em casa.

Considerando exclusivamente os nove borderôs deficitários, as perdas somaram R$ 130.642,81. O lucro obtido contra o Santa Cruz reduziu esse saldo negativo, mas não foi suficiente para evitar o prejuízo final da campanha.

Santa Cruz foi o único adversário que gerou lucro

A única renda líquida positiva aconteceu na terceira rodada. Na ocasião, o Confiança venceu o Santa Cruz por 1 a 0, diante de 3.465 torcedores, e terminou a partida com lucro de R$ 24.918,52.

Além do resultado financeiro, o confronto marcou uma das três vitórias azulinas como mandante na competição. Nos outros nove compromissos realizados no Batistão, nem mesmo os triunfos sobre Maranhão e Guarani evitaram prejuízos.

Na vitória por 2 a 1 sobre o Maranhão, o saldo negativo foi de R$ 20.984,43. Contra o Guarani, apesar da vitória por 2 a 0, a renda líquida terminou negativa em R$ 19.477,26.

Jogo do rebaixamento registrou o maior prejuízo

A maior perda financeira aconteceu justamente na partida que confirmou o rebaixamento. A derrota por 1 a 0 para o Anápolis, diante de 1.806 pessoas, produziu um déficit de R$ 21.935,29.

O valor superou o prejuízo registrado contra o Maranhão e encerrou de forma simbólica uma campanha negativa dentro e fora de campo. O Confiança precisava vencer para continuar com possibilidades de permanência, mas sofreu o gol da derrota nos acréscimos.

O terceiro maior déficit ocorreu diante do Guarani. Na sequência aparecem os jogos contra o Maringá, com perda de R$ 17.538,87, e a Inter de Limeira, com saldo negativo de R$ 16.219,07.

Média de público caiu em relação a 2025

O Confiança recebeu 23.695 torcedores nos dez jogos realizados como mandante, alcançando média de 2.369 pessoas por partida.

O número ficou aproximadamente 6,5% abaixo da média registrada na Série C de 2025, quando o clube recebeu 2.535 torcedores por jogo em nove compromissos no Batistão.

O menor público de 2026 ocorreu no empate sem gols com o Figueirense. Somente 752 pessoas acompanharam a estreia do então treinador Thiago Gomes, e a partida gerou prejuízo de R$ 14.676,16.

Já o maior público apareceu no clássico contra o Itabaiana. O confronto reuniu 6.027 pessoas, mas ainda assim terminou com renda líquida negativa de R$ 3.335,82.

Público maior não garantiu resultado positivo

O clássico contra o Itabaiana demonstra que a quantidade de torcedores não determina isoladamente o resultado do borderô. A renda líquida considera o dinheiro arrecadado com ingressos depois dos descontos relacionados às despesas da partida.

Entre os custos estão aluguel, seguros, taxas, impostos e gastos operacionais. O preço dos ingressos, as gratuidades e a estrutura de despesas também influenciam quanto efetivamente permanece com o clube.

Por isso, mesmo o maior público do Confiança na competição não foi suficiente para produzir lucro. Os números reforçam a necessidade de avaliar não somente a presença da torcida, mas toda a operação financeira utilizada nos jogos.

Texto gerado por Inteligência Artificial e corrigido por Mike Gabriel

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Rebaixamento amplia preocupação financeira para 2027

A Série D tende a oferecer menor exposição nacional e apresenta uma estrutura diferente da Série C. Nesse contexto, os prejuízos registrados no Batistão acrescentam um novo desafio ao planejamento da SAF para a próxima temporada.

Além de reconstruir o elenco e buscar o acesso, a gestão precisará encontrar formas de tornar as partidas financeiramente sustentáveis e recuperar o interesse do torcedor.

O Confiança terá Campeonato Sergipano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série D no calendário de 2027. A mobilização da torcida será importante, mas deverá estar acompanhada por uma política de ingressos e despesas capaz de reduzir os resultados negativos observados em 2026.

By Mike Gabriel

Produtor de conteúdo, criador deste site em 2011, quando tudo aqui era mato!

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