Diogo Lemos, CEO da SAF do Confiança — Foto: Sérgio Luís/ADC
Diogo Lemos, CEO da SAF do Confiança — Foto: Sérgio Luís/ADC

O rebaixamento para a Série D colocou a estrutura administrativa da SAF do Confiança sob questionamento.

Durante entrevista ao Podcast do Dragão, o ex-vice-presidente Júnior da CAT apontou a centralização das decisões como um dos principais problemas da primeira temporada da nova gestão e defendeu uma reformulação profunda para 2027.

Na avaliação do ex-dirigente, o clube precisa distribuir melhor as responsabilidades entre as áreas administrativa, financeira, esportiva e comercial.

Centralização aparece como principal crítica

Júnior afirmou que não é contrário ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol.

Pelo contrário.

O ex-vice reafirmou que continua acreditando que a SAF pode ser o melhor caminho para o crescimento do Confiança.

A crítica é direcionada ao modelo de gestão implantado em 2026.

Segundo ele, decisões importantes ficaram concentradas em poucas pessoas, especialmente em áreas que exigem conhecimento específico do mercado do futebol.

Para Júnior, isso elevou a margem de erro.

Futebol precisa de estrutura própria

Uma das principais ausências apontadas pelo ex-dirigente foi a de um executivo de futebol com responsabilidade clara sobre o departamento.

Na visão apresentada durante a entrevista, a estrutura ideal deveria separar funções.

O CEO teria foco maior nas áreas administrativa e financeira.

Um executivo de futebol seria responsável por contratações, negociações, elenco, mercado e escolha do perfil da comissão técnica.

O marketing e o comercial também deveriam possuir profissionais com autonomia e metas próprias.

A ideia seria diminuir a concentração de responsabilidades e permitir que cada departamento fosse conduzido por profissionais especializados.

Diogo Lemos entra no centro do debate

Diogo Lemos ocupa posição central na operação da SAF do Confiança e, por isso, também aparece diretamente nas críticas feitas por Júnior.

O ex-vice entende que o modelo atual precisa ser revisto e defende mudanças na condução executiva do projeto.

A decisão sobre qualquer alteração naturalmente pertence aos controladores e aos órgãos administrativos da SAF.

Entretanto, o rebaixamento tornou inevitável a discussão sobre a estrutura utilizada em 2026.

Experiência do próprio Landim é usada como argumento

Um dos pontos levantados por Júnior envolve o histórico de Rodolfo Landim no Flamengo.

Segundo o ex-dirigente, declarações anteriores de Landim destacavam a importância de dividir decisões e reduzir a margem de erro por meio de diferentes profissionais.

A pergunta feita por Júnior é por que uma filosofia semelhante não teria sido aplicada no Confiança.

O questionamento ganha força diante da quantidade de decisões esportivas que não produziram o resultado esperado ao longo da temporada.

Ex-dirigentes poderiam ser ouvidos

Júnior também defendeu maior diálogo da SAF com pessoas que possuem experiência dentro do Confiança e conhecimento do futebol sergipano.

Isso não significa devolver o controle do clube aos antigos dirigentes.

A sugestão é utilizar esse conhecimento como fonte de consulta.

A SAF continuaria com o poder de decisão, mas poderia ouvir pessoas que conhecem mercado regional, história do clube e particularidades da Série C e da Série D.

Rebaixamento exige resposta

A primeira temporada do novo projeto terminou no pior cenário possível.

O Confiança perdeu o Campeonato Sergipano e acabou rebaixado para a quarta divisão nacional.

Para Júnior, manter exatamente a mesma estrutura depois desse resultado seria ignorar os sinais apresentados durante 2026.

O clube precisa decidir rapidamente se considera o rebaixamento apenas uma temporada atípica ou a consequência de problemas estruturais.

Se a segunda hipótese estiver correta, a reconstrução terá que começar pela própria administração.

Antes de contratar jogadores e treinador, o Confiança talvez precise responder uma questão ainda maior:

quem vai tomar as decisões em 2027 e como essas decisões serão tomadas?

By Mike Gabriel

Produtor de conteúdo, criador deste site em 2011, quando tudo aqui era mato!

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